20 Fevereiro, 2009

SKINA 7

We’re back on the track.

Depois de algumas semanas só indo pra bar repetido, resolvemos arriscar outros buracos dessa cidade, selvática, porém tenra.

Pra ser sincero (expressão sempre utilizada por Kastori para encantar as garotas), esse não foi o primeiro bar novo de 2009. Houve um antes, ao qual eu não fui. Assim, espero que o mala responsável se digne a escrever sobre ele.

Pois bem, o Skina 7 fica numa esquina próxima ao maior antro de tocadores-de-legião-urbana da cidade – o Dragão do Mar. A boa notícia é que, nas terças, não há vivalma no dito centro. Logo, não tem aquela montanha de carros por lá.

O bar em si já é meio conhecido de todo mundo. Nem tanto de frequentar, mas pelo menos de passar em frente. Ninguém jamais, no entanto, havia se aventurado a parar por lá e “ver coé”.

Nós, pioneiros que somos, arriscamos. E posso dizer que, de certa forma, a aposta valeu a pena.

A moçada deliciou-se com as pedidas, que foram várias: começaram numa moela ao molho, queijo coalho e coração de boi; passando por linguiças, carnes variadas e até um prosaico pastel, a coisa fluiu bem. A cerveja estava em temperatura padrão. A incomodar somente o ruído incessante dos carros e ônibus do local, que fica bem na esquina mesmo.

Edilba dos Teclados mais uma vez mostrou a face de seu mistério. O quanto mais próximo ele mora, mais cedo vai embora. No entanto mesmo os guerreiros combalidos (como este que vos fala) aguentaram até meia noite, desafiando a fúria do corpo e da AMC.

Caia Dentro:

Admito que minha condição intestinal (i.e. estava me cagando) não me permitiu provar das delícias do local, mas vi nego lambendo os beiços com a moela ao molho.

Caia Fora:

O trânsito da Unifor nas redondezas é forte. Grite para tentar ser ouvido por seu companheiro de mesa até pelo menos umas 21 da noite, quando a coisa acalma um pouco.

Onde é:

Macho é muito fácil. Vindo pela Tenente Benévolo, fica na esquina com a Dom Manuel (depois do cruzamento). Para explicar melhor ao Beto, a Tenete Benévolo, por cruzar a Dom Manuel, é paralela à Duque de Caxias.

1 Janeiro, 2009

2008: Ano Velho, Ano Bom

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Nunca se postou nada aqui além das resenhas até agora mas, depois do reveillon selvagem na Mansão Manibura (e da proporcional ressaca), aqui vai a primeira excessão. Podem tomar isso como um pequeno editorial pro ano recém-nascido.

O ano passado foi de consolidação pro Birosca´s. Novos membros deram as caras em momentos de quorum difícil e membros antigos resolveram se afastar. Outros não tiveram escolha senão acompanhar de longe, pelo email ou telefone, a saudável peregrinação semanal.  Foram poucas resenhas, é verdade, mas os encontros seguiram firmes. Sempre às terças, sempre numa birosca. Nem sempre uma birosca nova, pois a criatividade e a paciência às vezes são curtas; nem sempre numa boa birosca, mas sempre em excelente companhia.

E esse é o espírito que nos move, o da reunião informal e sem propósito, das piadas infames e das risadas de velho. Foi mesmo bom passar o ano ao lado de verdadeiros amigos (do copo) e, pra celebrar isso, até um singelo CD foi feito com canções inspiradoras e construtivas para os membros da trupe etílica. Que essa seja a alegre trilha sonora de 2009 e dos outros anos que estão por vir.

Saludos aos novos integrantes e abraços maçônicos aos velhos de guerra. E que venham as próximas terças!

>> S. Castor

22 Outubro, 2008

KANKA’S – PONTO DE ENCONTRO

Chegamos ao Ponto de Encontro por sugestões da arguta equipe de observadores deste site. Esses nobres e impávidos colossos nos auxiliam em buscar barzinhos nunca dantes resenhados dentro da cidade. No caso, a sugestão veio do nefelibata E. Becco, nem tão impávido, nem tão colosso, mas amigo do copo.

Para os preguiçosos e pouco aventureiros, vai uma boa notícia: o Ponto de Encontro é um bar que se localiza na área mais cenral da chamada Aldiota, o maior bairro do mundo. Em verdade, sua localização privilegiada quase nos leva a pergunta de por que diabos nunca tínhamos visto esta birosca antes.

A noite começou cedo. Às 18:00, Edilbas já estava em posição de sentido e atracado com uma cerveja absurdamente gelada, enquanto aguardava por mim e S. Khastôrí, o qual tive de retirar de uma instituição aos tapas. Deixo essa história para outra vez.

Aos poucos, a equipa foi se formando. O quadrado mágico formado por Manibura, Khastouri, Edilbas e E. Becco era auxiliado pela performance sóbria e de forte marcação de Villar, o Frotrógri, e Cine Betão.

O cardápio da noite incluiu kitutes sofisticados e simples, numa mistura que em nada afetou o forte estômago da moçada. Primeiro veio um camarão ao alho e óleo que de boa qualidade e bastante bem servido. Com o auxílio de algumas bandas de limão, a coisa desceu como água. Exceto que em vez da água, era camarão.

Depois veio um bife acebolado, brilhantemente temperado com uma pimenta de fabricação local. Também experimentei um pastelzinho de carne e azeitona, que não faria feio em qualquer festa de casamento metida a besta. Por fim, houve um feijão verde com macaxeira, do qual não provei, mas que acredito que estava bom, porque alguns membros da mesa não conseguiam tirar a macaxeira da boca (OK, admito que o feijão não tinha macaxeira nenhuma, mas cabia bem na piada).

A cerveja e as Cocas KS estavam absurdamente geladas. O dono do estabelecimento, seu Francisco, deixou de ir ao jogo do Vozão para continuar nos servindo. Ele também é dono de um conglomerado de empresas, compostas pelo Bar em questão, a Lan-House ao lado e o Salão de Beleza ao lado da Lan-House. O homem é simpático e serve o povo com gosto. Além disso, alega ter pescado 70 kilos de piranha. O que seria de um pescador sem suas histórias?

Uma bela noite, e um bar que merecerá repeteco.

Caia Dentro:

Camarão ao Alho e Óleo vale a visita. A cerveja é das mais geladas.

Caia Fora:

A trilha sonora não ajuda. Não rola rádio Tempo – a preferida.

Onde é:

Venha pela Padre Valdevino, dobre a direita na Carlos Vasconcelos. O bar está à sua esquerda, no primeiro quarteirão.

>>j. da manibura

2 Outubro, 2008

NIGHT GRILL

Após inúmeras visitas àquela região onde encontramos o já premiado e louvado Tronco do Gaúcho e, mais recentemente, o simpático e matreiro “The Falcon”, notei a existência de uma birosca convidativa aos pés de um decadente edifício na AV. Visconde do Rio Branco.

Depois de muito confabular com meus demônios interiores, resolvi que era de comandar a cambada (que está cada vez maior e mais presente) ao dito cujo. Aceito o convite, nos mandamos para o Night Grill. Nada mais justo, pois era noite e de fato havia uma grelha no local.

Tudo que rodeia o lugar é digno do Biroscas: o fato de ser no térreo de um daqueles edifícios residenciais de três andares construído lá pelo começo da década de 80; o fato de ser debaixo de uma linha de transmissão de alta voltagem e de ter um gozoso zumbido constante decorrente dos milhões de volts sobre nossas cabeças. No entanto, nem tudo que reluz é ouro: o local aceita cartão e tem até algumas frescuras, tal qual, Carne de Avestruz (contra a qual ninguém se arriscou).

Esse pecado não afetou o desenrolar tranqüilo da noite. Contando com as presenças dos titulares e fundadores Sauleira, The Damn MuthaFuckin’ Kleuds e este que vos escreve; além de Cine Betaço, Edil “Muliro Benigno” Brow, Eliseu Malafaia Becaccio, Sávio Cunha e Vitor Valdir, a turma não se fez de rogada e pediu “de um tudo” do referido bar.

Particularmente, darei Thumbs  Up para a Lingüiça Picante de Carneiro. Uma iguaria fina e de fato picante, mas sem perder a ternura. Também foram aprovados com louvor a Calabresa Acebolada, o Coração de Frango, o Carneiro com Osso, o Carneiro sem Osso e meu Dedo sem Unha.

A Brahma Fresh estava show – gelada e leve como uma terça-feira de setembro merece ser. A cana com Laranja foi degustada e agradou aos praticantes dessa religião.

Um noite memorável e cheia de alternativas, como deve ser.

Caia Dentro:

A Lingüiça Picante de Carneiro vale a visita

Caia Fora:

O queijo assado não causará saudades quando se for desta Terra.

Onde é:

Mais mole impossível. Venha pela Pontes Vieira no sentido Aldeota-Centro. Entre a direita na Visconde do Rio Branco (tem um sinal e um posto Esso na esquina). Siga por essa rua. Na segunda esquina do lado esquerdo fica o Night Grill, embaixo de um prédio de apartamentos.

>> j. da manibura

 

 

27 Setembro, 2008

NOSSO BARZINHO – “O FALCON”

-Ô Falcon, desce mais uma gelada!

Quando é que você, ébrio leitor, imaginou gritar uma frase dessas?

A intenção original dessa semana era ir ao Point da Laura Maia, boteco sempre avistado no caminho de volta do hor concours Tronco do Gaúcho. A missão, porém, foi frustrada pela má vontade do dono em receber a Trupe Etílica aliada à inconcebível falta de uma universal branquinha, o que me levou a comandar incontinenti  a patota na outra direção da rua Lauro Maia. Perdeu o dono do tal point (que doravante consideramos proscrito), ganhamos nós e o Falcon. Mas que Falcon?

Explico: o Nosso Barzinho é capitaneado pelo prestimoso comandante-em-churrasqueiro Falcon, figura austera cuja barba, talvez preta na década de oitenta, deveria lembrar a do famoso boneco da Estrela. Fomos recebidos com honras militares na calçada do recinto e atacamos o cardápio por várias frentes. O feijão verde é um soldado raso, mas os espetinhos são sargentos eficientes que não fariam feio em nenhuma guerra. Faço menção de valentia para o espeto de frango, composto por uma suculenta fileira de coxinhas da asa. Foram considerados de alta patente a temperatura da cerva e a agilidade no atendimento.

No más, a noite foi boa, apesar da presença do Estagiário, o filho pródigo. Cine Betão apareceu no apagar das luzes e Manibura desta feita voltou pra casa sem provocar nenhum acidente.

Caia Dentro:
Atendimento exemplar com sobra de boa vontade mas…

Caia Fora:
…pô, Falcon, bem que você podia caprichar mais no ponto dos espetos!

Onde É:
Indo pela Aguanambi no sentido BR 116 – Dom Manuel, dobre à direita naquele posto quase em frente ao Jornal O POVO. Fica no começo da Lauro Maia, colado no Eskina Um.

>> S. Kastor